Era uma vez uma península piscatória na costa Irlandesa. Todos nós, Portuguesinhos de gema e clara, leriamos "Audff" (ou coisa parecida), quando a forma correcta será "Oudfff" (basicamente a diferença está entre o "au" e o "ou"). Anyway...
Se querem uma manhã ou tarde de Domingo diferente ou apenas peixe fresco com ar de isso mesmo (fresco), apanhem o DART que vai para norte e para mesmo à porta do pontão (não há que enganar, é a última estação). Se o autocarro for a vossa escolha, o 31 parte do centro da cidade e pára lá. Depois há aqueles que têm carro: consultem o google maps.. :P E não se esqueçam da boa da bicicleta, que faz bem à saúde, ajuda o ambiente e dá para apanhar ar na trombeta.
http://www.howthismagic.com/ é o site que vos dá alguma informação sobre o spot.
Enjoy it!!! :)
Saturday, February 21, 2009
Wednesday, February 11, 2009
Pensamentos pós-voo
Acho que as diferenças de pressão dos aviões me tornam ainda mais demente do que aquilo que já sou. Apensar que era expert nestas coisas de aviação mas... nah, ainda sou uma rookie. Patriota e nacionalista como sou, ainda encho a mala de miminhos regionais. Ora, grão-a-grão fica a mala pesada e depois há que pagar pelos excessos cometidos. Nem mais.
Às vezes acho que tudo me acontece e que a sorte é macaca e nunca quer nada comigo... dias maus, vá. Perco aneis com vínculo sentimental e história familiar, sinto o coração apertado a cada "adeus" no aeroporto (apesar de haver dias em que só me apetece ver os meus pais pelas costas), ouço coisas que não são para mim e acabo por fazer a maratona num terminal de aeroporto entre a porta H3 a K77 e voltando para a H3 (que sempre foi a correcta)...
Bah, 1 ano de Irlanda e os duendes ainda não querem nada comigo. Tenho um aqui, na secretária, sob a forma daquelas bolas com pózinhos brilhantes e um líquido qu a faz nadar e parece tornar o mundo mais giro por... 3 segundos. Pois bem, o "Paddy" aí está, agarrado a uma ferradura, com dois tostões aos pés (agora chamam-lhe euros) sorrindo placidamente como se o mundo fosse uma delícia de um fondue de chocolate... Só me apetece bater-lhe e chamá-lo à realidade e perguntar onde tem estado nos últimos tempos (quando perdi o pretty expensive bilhete de autocarro e a minha chefe não deu o horário que eu pedi).
Enfim, no fundo não me devia estar para aqui a queixar, sei que a minha vida é bastante melhor do que a de muito boa gente. Mas raios! Se eu não me queixar e resmungar, como posso lutar por uma vida melhor?
Povo insatisfeito que se ponha a jeito do futuro tirará proveito. (Ditado popular forjado à pressão)
Paddy, começa a trabalhar!
Tuesday, December 30, 2008
2009
Resoluções / Desejos para mais um ano:
1 - Atingir o corpo ideal para a minha estrutura (basicamente mais exercício, menos "treats")
2 - Afastar-me de elementos do sexo masculino que trabalhem na áerea da informárica (traumas passados não movem moinhos mas conduzem a conclusões)
3 - Começar as aulas de massagem infantil e enviar o exame para concluir a Certificação (caso contrário acaba por ser dinheiro mal gasto na minha formação)
4 - Viajar mais (a falta de sol aqui na Irlanda dá comigo em doidinha)
5 - Ler mais, escrever mais, escutar mais, falar menos (ser tagarela às vezes dá com os outros em doidos e... quem muito fala pouco acerta)
6 - Manter níveis de energia óptimos para o bom humor próprio e o alheio
7 - Cultivar mais a paz interior e o amor por mim mesma através de coisas que me sejam prazenteiras
8 - Abraçar e beijar mais (o resto não ponho aqui não vá alguém censurar-me o blog)
9 - (... olha esta, falta-me um último ponto... ah, já sei ) Ser flexível o suficiente para furar esta lista e acrescentar, tirar ou adaptar coisas. Afinal, uma lista é apenas uma lista. :)
1 - Atingir o corpo ideal para a minha estrutura (basicamente mais exercício, menos "treats")
2 - Afastar-me de elementos do sexo masculino que trabalhem na áerea da informárica (traumas passados não movem moinhos mas conduzem a conclusões)
3 - Começar as aulas de massagem infantil e enviar o exame para concluir a Certificação (caso contrário acaba por ser dinheiro mal gasto na minha formação)
4 - Viajar mais (a falta de sol aqui na Irlanda dá comigo em doidinha)
5 - Ler mais, escrever mais, escutar mais, falar menos (ser tagarela às vezes dá com os outros em doidos e... quem muito fala pouco acerta)
6 - Manter níveis de energia óptimos para o bom humor próprio e o alheio
7 - Cultivar mais a paz interior e o amor por mim mesma através de coisas que me sejam prazenteiras
8 - Abraçar e beijar mais (o resto não ponho aqui não vá alguém censurar-me o blog)
9 - (... olha esta, falta-me um último ponto... ah, já sei ) Ser flexível o suficiente para furar esta lista e acrescentar, tirar ou adaptar coisas. Afinal, uma lista é apenas uma lista. :)
I saw the sea
Friday, December 26, 2008
A propósito do Natal - parte II
Primeiro Natal em terra de Duendes... Frio mas sem neve, no seio de uma pequena comunidade de Maiatos (é que não bastava sermos todos do Porto, tinhamos de ser todos da mesma terrinha), recheada dos pequenos prazeres tradicionais de um Natal Português que se preze.
Tal como já suspeitava, a minha mãe trouxe a mala recheada de tesouros, pelo menos para mim. Pode haver quem ache que ela exagerou nos regionalismos e nacionalismos das coisas mas a verdade é que ela me conhece bem o suficiente para saber o valor que dou aos "produtos da terra". Já dizia o slogan: O que é Nacional é bom.
Desde o indispensável bacalhau a pencas, ovos caseiros (são diferentes dos do aviário), aletria, caete de rabanadas, canela, chocolate de culinária, vinho alentejano, vinho do Porto, espumante Português, todos os frutos secos possíveis e imaginários (cuidadosamente embalados pela Nela e pela D. Maria da mercearia mais conhecida como "Tone da Equina"), chouriça, queijo da Serra... A pergunta mais frequente que os meus primos me foram fazendo desde Portugal era: Não a pararam na alfândega? Não teve de subornar nenhum polícia com um dos teus miminhos? Os ovos não viraram omeleta? A resposta... hihihihi Chegou tudo inteirinho para mim.
Na verdade, claro que foi óptimo ter tudo isto por perto. Certamente que tornou o meu Natal um dos mais Portugueses da Irlanda. Mas... no fundo são as pessoas que fazem o Natal daí que a vinda da minha Rosinha dos Limões tenha sido, sem sombra de dúvida, a melhor prenda de Natal (mesmo com todas as nossas diferenças e quesílias). Se não houvesse bacalhau, teriamos frango assado. Se não houvesse aletria, haveria sempre forma de fazer leite creme... etc, etc. Mas sem família... como se faria o Natal?
Claro, entre comida e comida (incluido um Bolo Rei), vinham os presentes, oferecidos por pessoas que faziam parte do meu antigo dia-a-dia e que ainda hoje (quase um ano depois) sempre que vê a minha mãe pergunta por mim. Não vivo do meu próprio saudosismo ou do saudosismo dos outro, mas confesso que há um certo conforto em saber que há um espaço só meu na vida das pessoas que conheço desde miúda, espaço esse que estará sempre ali, para mim, a cada viagem de regresso a casa...
Casa... É incrível. Tenho a minha vida, a minha rotina e os meus pertences e haveres cá mas casa... Essa parece permanecer a 10km da costa atlântica, no espaço engaiolado por prédios mas que tem um quintal, um tanque, uma avó, um cão, um gato, um pai e uma mãe, tios e primos, uma vizinhança e a história de muitas vidas que se entrelaçam com a minha. E é a ela que eu volto nos meus pensamentos para conforto, calor e amor e a qual... Tenho saudades.
Tal como já suspeitava, a minha mãe trouxe a mala recheada de tesouros, pelo menos para mim. Pode haver quem ache que ela exagerou nos regionalismos e nacionalismos das coisas mas a verdade é que ela me conhece bem o suficiente para saber o valor que dou aos "produtos da terra". Já dizia o slogan: O que é Nacional é bom.
Desde o indispensável bacalhau a pencas, ovos caseiros (são diferentes dos do aviário), aletria, caete de rabanadas, canela, chocolate de culinária, vinho alentejano, vinho do Porto, espumante Português, todos os frutos secos possíveis e imaginários (cuidadosamente embalados pela Nela e pela D. Maria da mercearia mais conhecida como "Tone da Equina"), chouriça, queijo da Serra... A pergunta mais frequente que os meus primos me foram fazendo desde Portugal era: Não a pararam na alfândega? Não teve de subornar nenhum polícia com um dos teus miminhos? Os ovos não viraram omeleta? A resposta... hihihihi Chegou tudo inteirinho para mim.
Na verdade, claro que foi óptimo ter tudo isto por perto. Certamente que tornou o meu Natal um dos mais Portugueses da Irlanda. Mas... no fundo são as pessoas que fazem o Natal daí que a vinda da minha Rosinha dos Limões tenha sido, sem sombra de dúvida, a melhor prenda de Natal (mesmo com todas as nossas diferenças e quesílias). Se não houvesse bacalhau, teriamos frango assado. Se não houvesse aletria, haveria sempre forma de fazer leite creme... etc, etc. Mas sem família... como se faria o Natal?
Claro, entre comida e comida (incluido um Bolo Rei), vinham os presentes, oferecidos por pessoas que faziam parte do meu antigo dia-a-dia e que ainda hoje (quase um ano depois) sempre que vê a minha mãe pergunta por mim. Não vivo do meu próprio saudosismo ou do saudosismo dos outro, mas confesso que há um certo conforto em saber que há um espaço só meu na vida das pessoas que conheço desde miúda, espaço esse que estará sempre ali, para mim, a cada viagem de regresso a casa...
Casa... É incrível. Tenho a minha vida, a minha rotina e os meus pertences e haveres cá mas casa... Essa parece permanecer a 10km da costa atlântica, no espaço engaiolado por prédios mas que tem um quintal, um tanque, uma avó, um cão, um gato, um pai e uma mãe, tios e primos, uma vizinhança e a história de muitas vidas que se entrelaçam com a minha. E é a ela que eu volto nos meus pensamentos para conforto, calor e amor e a qual... Tenho saudades.
Thursday, December 25, 2008
A propósito do Natal - parte I
Eu deveria escrever algo inspiracional e tal... mas só me apetece perguntar ao Pai Natal: Ouve lá, a lingerie bonita é só para eu ver ou é sinal que terei quem me aqueça os pés no ano que vem? Eu sei que isto soa um bocado mal mas é que há perguntas que se inculcam no pensamento... Depois não admira que as minhas amigas me dêem livros com títulos como: "Man Management for Women" e "The Bunny Suicides"...
Oh pah, é que dá para pensar...
Oh pah, é que dá para pensar...
Tuesday, December 23, 2008
Tríptico
Três estórias numa só, cada uma delas com uma moral diferente... (do fim para o princípio)
1 - Grande alarido numa das ruas de Dublin: um carro a chiar num som agudo, um homem asiático junto a esse carro, muita agiração, os ocupantes do carro saem a correr e alguém corre atrás deles. Eu e a Mrs R. P. pensamos "será que o carro vai explodir?!". Mas ninguém parecia muito preocupado com a explosão peudo-iminente... Como nada aconteceu, e à boa maneira Portuguesa, decidimos aproximarmo-nos da coisa... Um homem estendido no chão em frente a um autocarro, certamente um motorista, mas não havia sangue. Será que estava a concertar alguma coisa ou a procurar algo debaixo do autocarro? Facts: o motorista do veículo tinha embatido com força de gigante num poste (daqueles pequenitos) bem agarrado ao passeio, conseguiu arrancar o poste do cimento e projectá-lo até ao outro lado da rua onde foi acertar no pobre motorista do autocarro (que acabou bastante nervoso e provavelmente com uma perna partida), pelo caminho furou o pneu do carro e tirou uma rica lasca à parte direita do pequeno automóvel branco que conduzia. Os populares "prenderam" o sujeito e mesmo quando este se tentou escapulir, voltaram a apánha-lo, até a Garda chegar, imobilizar, algemar e levar o fulano para longe dali. Moral da história, até em Dublin o povo apanha larápios e faz questão de os levar à justiça.
2 - Fui tomar café com Mrs R.P., a Ana e o Artur e os pais e irmã da Ana. Na altura de pagar, o pai da Ana chegou-se à frente. Estava eu pronta a agradecer ao Sr Luís quando a empregada do café chega à minha beira e diz: "O seu café e o da Sra que está consigo estão pagos.", "Pagos como?!" "Não é enfermeira?" "Sim, sou!" "Uma senhora que esteve aqui pagou o seu café. Disse que foi por ter cuidado do bebé dela enquanto ele esteve no hospital. Era uma senhora loira, mas já saiu". Moral da história: as recompensas surgem onde e quando menos esperamos de quem nunca esperariamos.
3 - A Mrs R.P. gosta de tirar umas passas de vez em quando, aka fumar. Como tal, vai fumar para a varanda e tinha por hábito apagar o dito cuja carcará sanguinolento do cigarro no vaso da sardinheira que lá temos. Hoje de manhã, depois de tomarmos o pequeno almoço, a Mrs R.P. reparou que o vaso estava a fumegar. Total: metade de terra queimada, uma planta meia viva e um vaso com uns buracos de lado. Moral da história: Smoking does kill.
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