Sunday, March 21, 2010
GRRRRRRRR
E não é que a Tininha foi "violada" outra vez? Vai uma gaja toda lampeira ao supermercado e uns knackers feios da boca decidem levar como "recuerdo" o farolim dianteiro. Agora se eu vos atropelar numa passadeira seus inergúmeros ranhosos sem noção de estética, etiqueta, propriedade privade ou meio neurónio integro não corroído por demasiadas substâncias ilícitas, é mais que bem feito! Apre, arre e raio que vos parta!
Saturday, March 20, 2010
Road trip
Como ainda estou à espera que o café matinal faça efeito, achei por bem actualizar o meu cantinho de ideias não sujeitas a escrutínios e lápis azuis ou coisa semelhante. A semana passada...
Ai a semana passada... Road trip aqui na Irlanda: 5 mulheres, 1 carro, 3 noites bem passadas. Se na vossa cabeça já estão a criar imagens parecidas com muita coisa da ficção de cordel e bordel esqueçam. As pink ladies serão sempre.... bem, umas ladies. O segredo de tais personagens ficaram no segredo das nossas máquinas fotográficas mas as imagens da Irlanda menos explorada (em comparação a Dublin, Cork ou Galway) serão partilhadas de bom grado.
Resumindo o traçado da coisa. Partimos de Dublin num fantástico dia solarengo, 4 portuguesas e 1 irlandesa que já deve estar a tornar-se portuguesa por
Há óptima comida na Irlanda e a arte de bem receber está bem viva e recomenda-se. Para os bons garfos visitem menupages.ie e pesquisem o que vos agrada. Os B&Bs são uma forma mais económica de aloj
Foi bom enquanto durou... Agora é voltar à rotina e esperar que a ressurreição do rosa não demore tanto quanto isso (se não for por uma boa causa sou da opinião de se criar uma).
Wednesday, January 27, 2010
2010, 1 mês depois
Eu sei que a minha frequência de escrita não tem sido das melhores... E reconheço que aquilo que escrevo é mais uma visão pessoal do mundo que uma ajuda ao mundo através de uma experiência pessoal. Mas enfim, se não podemos fazer esse tipo de coisas na internet e na blogoesfera, onde raio haviamos de o fazer?
Updates "à la minute":
- o Natal passou, o Ano Novo passou e a escala numérica que nos informa da velhice em termos de anuidade subiu mais um pontinho.
- os cortes orçamentais são uma pandemia mais real que a da gripe A (afinal o meu instinto de conspiração estava correcto e não devia ter cedido à pressão de pares e ter recebido a vacina)
- nevou na Irlanda, o país quase parou e muita gente não teve água porque os canos congelaram. Andei de bicicleta na neve e no gelo e chamaram-me suicida bastantes vezes.
- vôos cancelados, novos bilhetes de avião mais caros que ouro, 10 horas de espera num aeroporto sem grande espaço para entretenimento e uma aterragem demasiado turbulenta.
- resfriado e perda quase total de pele saudável nas mão devido a regras básicas de higiene de qualquer enfermeiro que se preze.
O meu ano começa como o de qualquer pessoa... Com um grande susto quando se espreita a conta bancária e nos deparamos com um número bem mais pequeno do que o previamente consultado.
Mas não sofro terramotos, a minha família pode estar longe num país governado por incompetentes mas está bem e não preciso de me preocupar excessivamente com eles. Por isso, e apesar de me queixar constantemente da vida e dos obstáculos a que me submeto por ser como sou (uma das heranças de se ser Português), até estou muito bem e pertenço aquela fatia mundial que tem acesso a muita coisa. Enfim... (suspiro).
Happy new year, cuidado com os doces, muito exercício, paz, amor e auseência de catástrofes humanitárias, naturais ou provocadas.
Updates "à la minute":
- o Natal passou, o Ano Novo passou e a escala numérica que nos informa da velhice em termos de anuidade subiu mais um pontinho.
- os cortes orçamentais são uma pandemia mais real que a da gripe A (afinal o meu instinto de conspiração estava correcto e não devia ter cedido à pressão de pares e ter recebido a vacina)
- nevou na Irlanda, o país quase parou e muita gente não teve água porque os canos congelaram. Andei de bicicleta na neve e no gelo e chamaram-me suicida bastantes vezes.
- vôos cancelados, novos bilhetes de avião mais caros que ouro, 10 horas de espera num aeroporto sem grande espaço para entretenimento e uma aterragem demasiado turbulenta.
- resfriado e perda quase total de pele saudável nas mão devido a regras básicas de higiene de qualquer enfermeiro que se preze.
O meu ano começa como o de qualquer pessoa... Com um grande susto quando se espreita a conta bancária e nos deparamos com um número bem mais pequeno do que o previamente consultado.
Mas não sofro terramotos, a minha família pode estar longe num país governado por incompetentes mas está bem e não preciso de me preocupar excessivamente com eles. Por isso, e apesar de me queixar constantemente da vida e dos obstáculos a que me submeto por ser como sou (uma das heranças de se ser Português), até estou muito bem e pertenço aquela fatia mundial que tem acesso a muita coisa. Enfim... (suspiro).
Happy new year, cuidado com os doces, muito exercício, paz, amor e auseência de catástrofes humanitárias, naturais ou provocadas.
Tuesday, December 1, 2009
Paranã Puca
Pois é... Há pessoas milionárias e outras com familiares espalhados pelo mundo fora. Ora, eu pertenço ao segundo grupo e por isso Pernambuco, no Brasil, foi o local escolhido para 10 dias de férias. Obrigada Tito pelas fantásticas férias, mesmo com os seus precalços (gastroenterites, picadelas de mosquitos e roedores em avançado estado de decomposição). Aqui ficam as imagens. Xô Stress!!!


P.S. - Ah, e não me podia esquecer da Pepper (ou Pepa), a cadela mais "massa" de Olinda. :)
Sunday, October 18, 2009
Cantar de Emigração
Há uma canção popular Portuguesa com este título. Na voz de Isabel Silvestre soa a rústico, provinciano e antigo... e talvez a canção mais acual para muitos jovens portugueses que nem sabem sequer que esta existe.
Ontem fui notícia de jornal... Bem, não literalmente, mas o meu testemunho estava lá, nas páginas 20 e 21 do semanário Expresso.
Sempre quis fazer algo de bom, de maior para alguém que eu mesma. Algo verdadeiramente altruísta sem ser demasiado majestoso... Achei que dar voz a um "Cantar de Emigração", principalmente no que toca à enfermagem, seria uma forma de o fazer.
Podiamos ouvir mil e uma estórias (e histórias) de jovens licenciados que acabam no desemprego ou, mais frequentemente, a trabalhar em condições precárias ou em áreas completamente diferentes daquelas para as quais queimaram pestanas (serviços como restauração ou comércio). Além do dinheiro que gastam em fotocópias, envelopes e selos para candidaturas espontâneas e respostas a concursos, têm de sobreviver à angústia de esperar por uma resposta, mesmo que negativa, o que por norma não acontece. O desrespeito é, pelos vistos, uma nova forma de combate à recessão e à crise económica.
Muitos deixam-se ficar e aceita trabalhar segundo os termos mais atrozes no que toca à dignidade de certas e determinadas profissões. E as entidades empregadores continuam intocáveis porque sabem como fugir à justiça... Muitas vozes se calam, outras são caladas, umas por medo outras por não encontrarem uma alternativa mais condigna. Há os que são corrompidos pelo sistema, os que se deixam corromper e os que deitam axas para a fogueira da cunha, do compadrio e do tacho.
Quero acreditar na justiça, no "mundo melhor", na força de carácter e na união do povo. Talvez me acusem de comunista ou socialista e não viraria a cara ao que à primeira vista poderia ser tomado como insulto.
A mudança começa em cada um de nós, nas nossas escolhas.
O meu manifesto: párem os queixumes e comece a acção. "Não, não vou por aí", diz José Régio no poema "Cantigo Negro". Ide por outro lado, ide para outro lado, mas não por aí.
Ontem fui notícia de jornal... Bem, não literalmente, mas o meu testemunho estava lá, nas páginas 20 e 21 do semanário Expresso.
Sempre quis fazer algo de bom, de maior para alguém que eu mesma. Algo verdadeiramente altruísta sem ser demasiado majestoso... Achei que dar voz a um "Cantar de Emigração", principalmente no que toca à enfermagem, seria uma forma de o fazer.
Podiamos ouvir mil e uma estórias (e histórias) de jovens licenciados que acabam no desemprego ou, mais frequentemente, a trabalhar em condições precárias ou em áreas completamente diferentes daquelas para as quais queimaram pestanas (serviços como restauração ou comércio). Além do dinheiro que gastam em fotocópias, envelopes e selos para candidaturas espontâneas e respostas a concursos, têm de sobreviver à angústia de esperar por uma resposta, mesmo que negativa, o que por norma não acontece. O desrespeito é, pelos vistos, uma nova forma de combate à recessão e à crise económica.
Muitos deixam-se ficar e aceita trabalhar segundo os termos mais atrozes no que toca à dignidade de certas e determinadas profissões. E as entidades empregadores continuam intocáveis porque sabem como fugir à justiça... Muitas vozes se calam, outras são caladas, umas por medo outras por não encontrarem uma alternativa mais condigna. Há os que são corrompidos pelo sistema, os que se deixam corromper e os que deitam axas para a fogueira da cunha, do compadrio e do tacho.
Quero acreditar na justiça, no "mundo melhor", na força de carácter e na união do povo. Talvez me acusem de comunista ou socialista e não viraria a cara ao que à primeira vista poderia ser tomado como insulto.
A mudança começa em cada um de nós, nas nossas escolhas.
O meu manifesto: párem os queixumes e comece a acção. "Não, não vou por aí", diz José Régio no poema "Cantigo Negro". Ide por outro lado, ide para outro lado, mas não por aí.
Wednesday, September 16, 2009
Friday, September 4, 2009
Afinal o Natal existe!
Pois é, meus caros seguidores, o mundo é um lugar estranho, estúpido, cão e cheio de surpresas agradáveis.
Após umas merecidas férias ao sol, regressei à chuva miudinha e ao vento chicoteante de Dublin. Levantei-me para o primeiro dia de trabalho pós férias, pensando que ia ter um dia agitado e que ia chegar a casa com uma larica descomunal... Perdida nos meus maravilhosos dilemas de quem está cheio de sono, desci as escadas que dão acesso à garagem e só pensava em pedalar a... Mas que porra?! Onde raio está a Tininha? O espaço estava lá, a bicicleta não. Cadeado cortado. Toca a correr escada acima até ao apartamento e upa para o trabalho. Foi, efectivamente, um dia merdoso: afinal de contas, tinha sido usurpada do meu investimento e amor de uma emigração. Aquele bike era parte de mim, tinhamos uma relação de amor, carinho e vento na fronha.
Pois bem, toca a ir à polícia e dar conta da minha triste sina (extremamente prestáveis devo sublinhar). E tem um autocolante aqui, e outro ali, e uma campainha e a luz fica aqui e... a descrição pormenorizada toda. E foto? Foto?! Hum, não tenho mas arranja-se. Depois volta cá para o depoimento.
E pronto, parecia que o meu destino estava traçado em ter de continuar a pagar uma bike da qual não poderia mais usufruir.
Hoje de manhã lá ganhei coragem para voltar à garagem, na tentativa de investigar a existencia de câmaras de vigilância que pudessem ter registado o infeliz acontecimento (o cadeado cortado ainda lá está). Sacanas, filhos de uma grandessíssima ratazana gorda, feia, peluda e com sífilis (era mais fdp mas queria proteger-vos de linguagem menos própria)! Há câmaras! Ah ah ah, vão ser apanhados! pensava eu enquanto roia o meu rancor pelos assaltantes e chorava a dor da separação (tentando simultaneamente continuar com a minha vida).
Até que tive uma ideia brilhante (que já tinha aparecido anteriormente mas que só então decidi executar): e se eu fosse falar com a equipa de segurança? Com um sketch de imagens da net da Tininha e seus upgrades, lá fui eu ao casebre dos seguranças na esperança de que guardassem os vídeos de vigilância.
Passando pormenores à frente porque vocês já estão a ficar cansados e eu estou a tentar render demasiado o peixe...
AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!! TININHA!
Sim, senhora! Encontrei a minha bike... Recuperada de um assalto furtivo pelos tipos da segurança aqui do complexo, agora os meus heróis favoritos a quem passarei a levar bolachinhas caseiras e que entrarão para sempre nas minhas orações diárias, secção agradecimentos. Foi Natal, Ano Novo, Páscoa, Aniversário e lotaria tudo num só - como diria a Margarida ORGÁSMICO.
E assim sendo, estou muito feliz. Descobri que o pensamento positivo resulta, que a justiça até funciona e que tenho de descobrir mais acerca de seguros para bicicletas.
Thank you Comrade people. Keep up the good work.

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