(Para aquela família unicelular que me chateia com isto há uma data de tempo)
Nas minhas últimas viagens à selva Portuguesa, tenho-me deparado, com grande tristeza e saudade, com um cada vez menor número de espécies tipica e exclusivamente Portuguesas. Outrora protegidas pela ausência ou parca interferência do universo internacional, estes personagens, agora aves raras, tornavam o nosso dia mais animado, caricato e característico. Em homenagem a todos eles, achei por bem reeditá-los e avivar a memória de Portugueses que, como eu, se encontram distantes do habitat natural ou simplesmente para todos aqueles que já se haviam esquecido destes tesouros nacionais.
Não ambiciono cobrir toda a fauna Portuguesa num só tarde de Domingo (especialmente depois de um copo de tinto): é vasta, diversificada e merece uma atenção cuidada e espartilhada. Carece, portanto, de capítulos e outros compartimentos que tais.
Espero que gostem e, por favor, não hesitem em dar o vosso contributo e testemunho.
Sunday, July 26, 2009
Tuesday, July 14, 2009
Ao som de qualquer coisa...
Dance with me tonight as if tomorrow would never come.
Dance with me tonight under the weather, let the rain fall upon us and bless our secret meeting.
Dance with me tonight and tomorrow and everyday for the rest of my life.
Dance with me tonight 'cause this dance makes me laugh as I never did.
Dance with me tonight, happiness is just a few steps away.
Obrigada à Luísa e ao David pelo dia fantástico que proporcionaram... Há uma data de tempo que não me sentia tão eu. Obrigada aos meus pares de bailarico que me fizeram rodopiar e rir que nem uma perdida. Obrigada ao Guerra pelos sons nocturnos da guitarra e a todos aqueles que partilharam da cantoria. Obrigada ao Sr Adérito por me ter guiado pela escuridão das estradas de curva e contracurva e à conversa fiada do Cremalheira que me manteve acordada, a conduzir, no caminho até casa. Foi um rico casamento!!!
Dance with me tonight under the weather, let the rain fall upon us and bless our secret meeting.
Dance with me tonight and tomorrow and everyday for the rest of my life.
Dance with me tonight 'cause this dance makes me laugh as I never did.
Dance with me tonight, happiness is just a few steps away.
Obrigada à Luísa e ao David pelo dia fantástico que proporcionaram... Há uma data de tempo que não me sentia tão eu. Obrigada aos meus pares de bailarico que me fizeram rodopiar e rir que nem uma perdida. Obrigada ao Guerra pelos sons nocturnos da guitarra e a todos aqueles que partilharam da cantoria. Obrigada ao Sr Adérito por me ter guiado pela escuridão das estradas de curva e contracurva e à conversa fiada do Cremalheira que me manteve acordada, a conduzir, no caminho até casa. Foi um rico casamento!!!
Ode to Tininha
Supostamente, e a pedido de uma família especial, era suposto eu estar a escrever sobre outra coisa qualquer que não a Tininha mas, de momento, é o que me apetece fazer.
Desde finais de Maio que me tornei mais amiga do ambiente e vou para o trabalho de bicicleta. Em homenagem a uma bike verde com assento old school (que toda a gente montava) da marca "Tininha", a minha Specialized Vienna tamanho 49 é carinhosamente chamada de Tininha.
Todas as manhãs retiro os cadeados e carrego a Tininha escada acima desde a garagem até à superfície (comando de garagem é uma regalia). Comendo o pó e a chuva da estrada duvidosamente alcatroada, percorremos as ruas dos subúrbios até ao centro. O caminho, quando a descer, não é longo. Os taxistas e motoristas de autocarros gostam de nos fazer tangentes mas, até agora, e graças aos santinhos todos (ou não) nada aconteceu. À vinda para casa... Bem, aí é que a porca torce o rabo e os 7,5km se fazem sentir, é que é sempre a subir...
Mas pronto, dá para descarregar frustrações, dormir melhor e comer uns chocolates extra sem sentimento de culpa.
Tininha power rules. :)
Desde finais de Maio que me tornei mais amiga do ambiente e vou para o trabalho de bicicleta. Em homenagem a uma bike verde com assento old school (que toda a gente montava) da marca "Tininha", a minha Specialized Vienna tamanho 49 é carinhosamente chamada de Tininha.
Todas as manhãs retiro os cadeados e carrego a Tininha escada acima desde a garagem até à superfície (comando de garagem é uma regalia). Comendo o pó e a chuva da estrada duvidosamente alcatroada, percorremos as ruas dos subúrbios até ao centro. O caminho, quando a descer, não é longo. Os taxistas e motoristas de autocarros gostam de nos fazer tangentes mas, até agora, e graças aos santinhos todos (ou não) nada aconteceu. À vinda para casa... Bem, aí é que a porca torce o rabo e os 7,5km se fazem sentir, é que é sempre a subir...
Mas pronto, dá para descarregar frustrações, dormir melhor e comer uns chocolates extra sem sentimento de culpa.
Tininha power rules. :)
Friday, June 5, 2009
Wednesday, June 3, 2009
Updates em formato rapidinha
Fugindo aos meus habituais testemunhos descritivamente pormenorizados, decidi fazer o update do blog em 5 minutos:
- Finalmente alguém utilizou o colchão insuflável cá de casa.
- Robotsu was in town (Super Hyper Duper CUz...). Thank you very nice pela visita, pelos miminhos, pelas conversas, pelas óptimas escolhas cinematográficas.... "Embrace the Peartree"!
- O Sol esteve de férias na Irlanda e deixou uns quantos "Red Necks" e "Red Everything else" por cá. Foram uma miniférias bem porreiras (do tempo habitual) apesar de eu ter passado 75% delas a trabalhar (num edifício com ar condicionado duvidoso). Utilizamos protector solar (eu e o "Moço do Hotel") enquanto tostavamos em St Stephens Green, comemos gelado e sacamos dos óculos de sol. No mínimo "wickedly grand". Mas o nevoeiro voltou a cobrir a cidade e cheira-me que por algum tempo a empregada do Café Metro (ali para os lados de South Williams Street) não vai ter muitos mais clientes a perguntar (e não fomos nós) "Excuse me but... Do you have sunscreen?".
Welcome to Dublin, where everything is always the same but nothing stays as it is...
P.S. - Já sou 5mm mais Green e vou trabalhar de bike... Tininha is her name! Longa história para outra altura... :P
- Finalmente alguém utilizou o colchão insuflável cá de casa.
- Robotsu was in town (Super Hyper Duper CUz...). Thank you very nice pela visita, pelos miminhos, pelas conversas, pelas óptimas escolhas cinematográficas.... "Embrace the Peartree"!
- O Sol esteve de férias na Irlanda e deixou uns quantos "Red Necks" e "Red Everything else" por cá. Foram uma miniférias bem porreiras (do tempo habitual) apesar de eu ter passado 75% delas a trabalhar (num edifício com ar condicionado duvidoso). Utilizamos protector solar (eu e o "Moço do Hotel") enquanto tostavamos em St Stephens Green, comemos gelado e sacamos dos óculos de sol. No mínimo "wickedly grand". Mas o nevoeiro voltou a cobrir a cidade e cheira-me que por algum tempo a empregada do Café Metro (ali para os lados de South Williams Street) não vai ter muitos mais clientes a perguntar (e não fomos nós) "Excuse me but... Do you have sunscreen?".
Welcome to Dublin, where everything is always the same but nothing stays as it is...
P.S. - Já sou 5mm mais Green e vou trabalhar de bike... Tininha is her name! Longa história para outra altura... :P
Sunday, April 19, 2009
Por uma palinha negra...
Sábado, 9 da noite... Os caracóis já sairam de suas casas há muito tempo para a farra mas as caracoletas Portuguesas só agora se despacham de mais um dia de trabalho. Jantar buffet no chinês barato (para os padrões de Dublin, a segunda cidade mais cara de acordo com outra estatística qualquer) e toca a dar corda aos sapatinhos até ao Bleeding Horse. A "M de cabelos ruivos" vai para a Austrália e esta é a festa de despedida.
Os pubs são qualquer coisa de fantástico aqui na Irlanda, têm o dom de estarem sempre cheios, de nos deixarem a alma preenchida, a carteira vazia e a cabeça pesada no dia seguinte. Sábado à noite, no Bleeding Horse, não foi excepção.
Kopperberg de frutos silvestres e Smirnoff Ice, demasiado Smirnoff Ice. Às tantas há brindes e. numa tentativa bem disposta de entreter a multidão. há que tentar convencê-los que eu, sim, eu, também consigo beber uma garrafa qualquer de golada. sem entornar. E bebi. E depois alguém tem a excelente ideia de fazer um concurso entre mim e um Irlandês. Perdi, é certo... mas o engraçado é que passado 10 minutos o meu oponente vem ter comigo, entrega-me uma nova garrafa de Smirnoff e diz "Fiz batota, a palinha que tinha na garrafa deu-me vantagem". De manhã, já de cabeça pesada, só pensava "Foi por uma palinha negra" e ria-me às gargalhadas como se não houvesse amanhã (mas houve).
Mas foi uma noite e pêras. Tiveram de nos mandar embora do bar, logo na altura que eu arranhava o meu melhor sotaque Irlandês e tentava ensinar sueco a dois tipos (só para perceberem o meu fantástico estado de sobriedade não comatosa). A Miss AF dizia que já estava a chamar por mim há séculos mas que eu estava tão entretida na minha estranha conversa "Lost in Translation" que nem dei por ela...
Moral da história: ainda bem que havia guronsan cá em casa (minha santa Mamuska que me protege) e apesar da ressaca... a diversão é para repetir.
From Dublin with a (now gone) hangover. XOXO
Os pubs são qualquer coisa de fantástico aqui na Irlanda, têm o dom de estarem sempre cheios, de nos deixarem a alma preenchida, a carteira vazia e a cabeça pesada no dia seguinte. Sábado à noite, no Bleeding Horse, não foi excepção.
Kopperberg de frutos silvestres e Smirnoff Ice, demasiado Smirnoff Ice. Às tantas há brindes e. numa tentativa bem disposta de entreter a multidão. há que tentar convencê-los que eu, sim, eu, também consigo beber uma garrafa qualquer de golada. sem entornar. E bebi. E depois alguém tem a excelente ideia de fazer um concurso entre mim e um Irlandês. Perdi, é certo... mas o engraçado é que passado 10 minutos o meu oponente vem ter comigo, entrega-me uma nova garrafa de Smirnoff e diz "Fiz batota, a palinha que tinha na garrafa deu-me vantagem". De manhã, já de cabeça pesada, só pensava "Foi por uma palinha negra" e ria-me às gargalhadas como se não houvesse amanhã (mas houve).
Mas foi uma noite e pêras. Tiveram de nos mandar embora do bar, logo na altura que eu arranhava o meu melhor sotaque Irlandês e tentava ensinar sueco a dois tipos (só para perceberem o meu fantástico estado de sobriedade não comatosa). A Miss AF dizia que já estava a chamar por mim há séculos mas que eu estava tão entretida na minha estranha conversa "Lost in Translation" que nem dei por ela...
Moral da história: ainda bem que havia guronsan cá em casa (minha santa Mamuska que me protege) e apesar da ressaca... a diversão é para repetir.
From Dublin with a (now gone) hangover. XOXO
Wednesday, April 15, 2009
Páscoa em casa é...
- Pão de Ló a 4 mãos (Mrs DC e Mrs RP);
- Ovos castanhos (agradecimentos às cascas de cebola pelo seu desempenho tintureiro);
- Feno do quintal (espalhado pelo "carreiro" para assinalar a casa);
- Cabrito no forno (quem quiser que coma os miúdos que eu fico com o "kid" mesmo);
- Água benta e o cantar em falsete do Mr CP (Sardanisca e Mrs RP quase que se desfazem às gargalhadas);
- O som das campainhas (tlim tlim, tlim tlim...) e as opas brancas esvoaçantes (MMÃAEEEE!!!!!!!!!!!!! CHAMA OS TIOS!!!!);
- A Mrs DC a dizer que não carrega a cruz (pudera, aos 86 anos ainda lhe impor mais uma cruz quando as cruzes dela já são mais que suficientes);
- Leite creme, aletria e as gargalhadas do uncle T. ("Eh eh eh, OH LICE!");
- As amêndoas de licor sem amêndoa mas com licor de diferentes formatos, cores e feitios (únicas no Mundo e produzidas num cantinho recôndito na Rua do Almada, Porto).
E alguém viu o coelho da Páscoa a por ovos para as omeletas de chocolate? Eu não...
- Ovos castanhos (agradecimentos às cascas de cebola pelo seu desempenho tintureiro);
- Feno do quintal (espalhado pelo "carreiro" para assinalar a casa);
- Cabrito no forno (quem quiser que coma os miúdos que eu fico com o "kid" mesmo);
- Água benta e o cantar em falsete do Mr CP (Sardanisca e Mrs RP quase que se desfazem às gargalhadas);
- O som das campainhas (tlim tlim, tlim tlim...) e as opas brancas esvoaçantes (MMÃAEEEE!!!!!!!!!!!!! CHAMA OS TIOS!!!!);
- A Mrs DC a dizer que não carrega a cruz (pudera, aos 86 anos ainda lhe impor mais uma cruz quando as cruzes dela já são mais que suficientes);
- Leite creme, aletria e as gargalhadas do uncle T. ("Eh eh eh, OH LICE!");
- As amêndoas de licor sem amêndoa mas com licor de diferentes formatos, cores e feitios (únicas no Mundo e produzidas num cantinho recôndito na Rua do Almada, Porto).
E alguém viu o coelho da Páscoa a por ovos para as omeletas de chocolate? Eu não...
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